


A noite de 15 de Janeiro de 2011 só não foi um pesadelo porque José Eduardo Bettencourt decidiu, finalmente, apresentar a sua demissão como Presidente do Sporting, demonstrando à evidência que esta não é, definitivamente, a sua praia profissional. Há quem reúna carisma e competência para uma função idêntica. Ele revelou, desde o início que: não queria a função, não tinha jeito para arrastar multidões e, menos ainda, para falar com elas. Assim sendo, fez bem, na nossa opinião, em pedir a demissão mas... faria muito melhor se o tivesse feito a frio no meio de seus pares e após ter encontrado uma solução menos demonstrativa da sua fraqueza emocional.
Pior do que tudo isso é a posição classificativa em que se encontra o nosso clube, a descapitalização de uma Instituição Centenária que não merece viver abaixo da linha de pobreza em que se encontra e o desmembramento da união leonina que tanto tempo irá levar para voltar a ser o que já foi.
Resta-nos, pois, esperar pelas cenas dos próximos capítulos desta novela que vem sendo arrastada há mais tempo do que as novelas televisivas que tantos gostam (eu incluída, claro!).
Uma certeza temos agora... algo vai ter que mudar no Reino do Leão e cego será aquele que não aproveitar para revolucionar "à séria". Não, não pode ser "apenas" uma chicotada Presidencial.