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12 agosto 2012

Duas palavras mágicas


Estas duas simples palavras fazem soar campainhas aos meus ouvidos. Sempre que as oiço volto à minha infância e, de todos os jogadores que então compunham o quinteto maravilha, imediatamente me recordo de "Travassos" e fico tão emocionada que a maioria das vezes fico sem palavras. Ah pois!!! Ele, o famoso Zé da Europa, além de um grande jogador, grande goleador tinha também ligeiras semelhanças fisionómicas com meu saudoso Pai, o culpado pela minha existência mas também pelo meu Sportinguismo exacerbado. 

Com este comentário não critico nada, não me arrependo de nada. Teria voltado a fazer tudo o que fiz mas, tivesse eu o poder nas mãos e acreditem que mandaria o quinteto ressuscitar para que o nosso Sporting voltasse a repetir os seus feitos para gáudio dos seus contemporâneos ainda vivos, mas também da juventude que, tendo um coração leão, vibraria sem dúvida com as alegrias que então tivemos e perceberiam porque desejamos tanto passar-lhes o testemunho. 

Hoje as duas palavrinhas mágicas viraram troféu - Troféu 5 violinos - e o mesmo será disputado hoje, pela primeira vez, no lindo Estádio de Alvalade, frente ao Olympiakos da Grécia. Longa vida ao troféu e que o mesmo seja ganho pela equipa do Sporting em homenagem aos talentosos jogadores acima retratados, isto é,  Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, José Travassos e Albano.

imagem do Google

06 agosto 2009

Uma verdadeira leoa não conhece fronteiras...


Olá sou a Terezinha e a convite da minha amiga Leoa Tité, venho aqui contar uma história passada comigo.
Em 1º lugar devo dizer que toda a minha Família é do Sporting por tradição, devoção e de todo o coração!
Meu Pai, nos intervalos dos voos e sempre que havia jogo em Alvalade, levava-me a mim e ao meu irmão a assistir aos desafios. Ele vibrava, vivia intensamente o jogo, gritava, dava vivas e assobios, chegando uma vez a ficar sem um sapato que arremessou em sinal de protesto contra uma decisão do árbitro. Assisti em miúda a um desses desafios em que esse grande jogador de nome TRAVASSOS jogava com os olhos brilhantes de um entusiasmo transmitido por boa tradição paterna, tão bem aprendida que acabou por provocar uma confusão danada... o jogo sem mais nem porquê foi interrompido, o relvado invadido por uma... loirita de 6 anos que gritava entusiasticamente pelo Travassos e perseguida por uma "data" de policias!
Silencio nas bancadas até que se ouviu uma voz lá do alto: Mas é a minha filha Terezinha, é a minha filha!
Lá fui entregue ao meu Pai, que entretanto arrastava o meu irmão Jorginho de 4 anos pela mão.
Resultado negativo da história: a minha Mãe nunca mais permitiu que o meu Pai nos levasse ao futebol!
Resta acrescentar que isto se passou Há 51 anos atrás. Hoje era impensável!

13 agosto 2008

Recordações ...a preto e branco

O que faz uma efeméride...

Em 1951 (tinha eu 5 e a Tina 2 aninhos), um jornalista inglês escreveu: «Portugal não figura entre os seis primeiros países da Europa do futebol, mas possui um interior-direito, Travassos, que vale quatro mil contos (hoje seria para aí o valor do C. Ronaldo).
Travassos, com um penteado impecável, é tão brilhante com os pés como o seu inalterável penteado de brilhantina”.

Era esta a forma como descreviam o «Zé da Europa», como passou a ser conhecido o primeiro jogador português a integrar uma selecção Europeia.

Foi a 13 de Agosto de 1955, faz hoje precisamente 53 anos, numa partida realizada em Belfast, no Windsor Park, contra a Grã-Bretanha.

A Selecção da Europa venceu, por 4-1 e alinhou do seguinte modo:
Buffon (Itália); Gustavsson (Suécia), Van Brandt (Bélgica) e Ocwirk (Áustria); Jonquet (França) e Boskov (Jugoslávia); Sorensen (Dinamarca), Travassos (Portugal), Kopa (França), Vukas (Jugoslávia) e Vincent (França).

José Travassos foi indiscutivelmente uma das maiores figuras de todos os tempos do futebol português, e, naturalmente uma figura inesquecível para todos os sportinguistas.

A camisola da selecção que então envergou encontra-se exposta no grande museu do nosso clube ao lado dos muitos troféus ganhos pelo Sporting.

De tal modo que, na nossa meninice, quando se falava de Sporting associava-se imediatamente a Travassos. Se se encontrava um negro na rua as crianças apontavam e gritavam, alto e bom som: - olha está ali o Matateu.

Ah! Como nota final devo dizer que naquela época todos os jogadores do plantel do Sporting jogavam por amor à camisola!